Posts de Julho, 2008

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Alguem não voltou

03/07/2008

O som, esse som me pertuba, um ruido tão confortante, ficaria à eternidade ao ouví-lo, me sinto o criador disto tudo que me rodeia.

Pena que terminou, como tudo, mas naquele momento foi eterno, infelismente me sinto mais mortal ainda, perante tal petulância.

Toda vez que ouço ela cantar esse é o sentimento que me domina, sem pedir permissão, isto me deixa um imenso vazio em minha frente mas é tão tremendo e irradia em mim aquele momento de estar no topo dos céus, com a humanidade em seu calcanhar aclamando por perdões inúteis, chorando por erros perfeitos, pobres bastardos.

Essa mulher que me canta merece uma estátua em praça pública, ela matou aquilo que me prendia à humano, esse ser que era tão distânte e inalcançavel, ela o matou, isto é a realidade, o trono dele está vazio, estou cuidando dele enquanto você reza para algo que ja se foi, sua cobra se encontra dentro daquele que você julga ver diante do espelho, por isto quero que você sente-se ao meu lado direito, pois alguem foi crucificado e e não voltou nunca mais.

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Criança prodígio

01/07/2008

Com um gesto de afirmação ele mandou que eu continuasse, seu braço abraçava minhas costas num modo amigável, era apenas aparência, seu olhar estava severo e ordenava que eu prosseguisse.

Levantei do sofá decidido, mas olhar aquele rosto infantil quase derrubei a tesoura em minhas mãos, não ele matou o irmão, e os pais!, ia avançando nele, ele tentava se remecher mas era em vão, estava bem amarrado no chão, alguem perguntou alguma vez a ele por que ele fez aquilo?Acredito que não, talvez queira falar antes da morte, com um gesto simples tirei a corda de sua boca, o homen sentado no sofá se supreendeu e levantou assustado.

O garoto amarrado fazia gestos em direção ao homen de preto, gritando que foi ele quem matou eles, a criança chorava em desespero, o homen pegou a tesoura de minha mão, ele queria acabar com aquela criança agora mesmo, impedi ele, resultou em boas clavadas de tesouras em seu crânio e uma roupa que antes era preta agora jaz vermelha.

A criança estava livre agora, mas em momento inoportuno, ela me fez desmaiar com alguma coisa de ferro, me pergunto por que me deixou viver depois de tudo…