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Foi na praia.

31/08/2008

*agradecimentos especiais à Natália, que revisou este texto com paciência, me ajudando a aprimorar minha literatura, muito obrigado mesmo =DDD .*

Estava em férias, nada demais, iamos para a praia, não me lembro muito bem como era a praia. Ela disse que era imensa, de ponta a ponta, água num lado e você no outro, infinito apenas.

Ela me olhava de um modo peculiar, eu devolvia. Durava segundos, minutos, a eternidade. Sentíamos algo um pelo outro, fato, mas inexplicável.

Queriamos ficar sós, todos estavam perto. Eu tinha que falar para ela o que as pessoas chamavam de “se declarar”, só não sabia como fazer. Foi muito longe do que realmente ocorreu, muito.

Nos deixaram, falamos para eles: “queremos ver o pôr do sol”. Concordaram sem hesitar. Previam o que aconteceria? Não sei. Apenas eu, ela e o imenso mar em frente, olhávamos mais. Timidamente peguei em sua mão branquinha, ela sorria, o vento agitava seu cabelo dourado que ela arrumava toda vez que ia em seu rosto, era lindo.

O sol nos deixava, fazendo tudo laranja. Meu braço pousava em seu ombro, afinal, sem o sol, tudo tendia a ficar gelado. Ela estava corada, eu, vermelho como nunca. Estômagos revirados, não, não era uma indigestão.

Seu cabelo foi outra vez em seu rosto, onde pousei a mão. Seus olhos brilhavam. Sua face vermelha estava limpa. Senti sua repiração ofegante e prazerosa.

Aproximei-me de sua bochecha, um beijo leve, seus dóceis braços me contornavam. Ela cheirava a rosas, pegou meus lábios, não tinha espinho algum, peguei os seus. Não sei quanto durou, já era noite.

Víamos o céu, brilhante e confortante. Passamos assim a olhar as estrelas, a água batia em nossos calcanhares, hora de ir. Queríamos que durasse para sempre, mas foi. No outro dia fomos embora ao amanhecer. O dia parecia outro, tudo diferente.

Um comentário

  1. Aaaaaaaaaawn, que graciiiinha! ><” Adorei o texto, eu já te disse, né?
    Beijo grande, neném.
    *:



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