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O mundo é meu

03/09/2008

Podia-se ler na camisa dela, nestas mesmas palavras:”The world is mine”.

Na portaria, antes de entrar.Uma multidão, uma fila pequena.O que aquele monte de gente fazia ali?

Mostravam, seus carros, a potência de seus sons, suas namoradas, seus namorados, suas roupas, no pior dos casos, fumavam.

Luz verde, azul, Amarela, fumaça, agora todos em câmera lenta, mais fumaça, eu estava dentro.

A garota da camisa dançava em minha frente, soltava olhares.Queria ser “pega”, vulgamente falando.

Eu gostava dela, mesmo conhecendo ela há pouco tempo.Não se ouvia nada, só a música.Dançava junto à ela, estavamos num ritmo fora da música, mas quem se importava?Meus “amigos”, observavam de longe, torciam para eu pegá-la ou levar um fora.Pareciam querer a segunda opção.

Minha mão pousou em sua cintura.Luz piscava, todos estavão em câmera lenta, menos nós.Contornavamos com nosssos braços, quando dei por mim estava a beijando.Gostei do que estava escrito na camisa dela.Sussurrei em seu ouvido:”O mundo é meu”, virei, sai daquela orgia.Logo lá fora, exigi do mundo aquilo que me pertência, me supreendi.

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