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Quiçá não queira se suicidar sozinha?

28/09/2008

Colocava as mãos no peito, agoniava seus sentimentos mais profundos, não sinto o mesmo infelismente, ela não aceita, última tentativa “eu me mato”, se fosse para ela continuar neste desespero seria o melhor para ela, “faça isto”, retruquei seco, virei e dexei-a sozinha consigo mesma.

Andando na rua, perca de energia, eu cai, os postes já não iluminavam, as casas todas negras, apenas a lua tinha a luz da noite, quão egoista!, nenhum espaço para as estrelas.

As cegas cheguei em casa, debrucei-me no sofá, esperava a força voltar.Preciso tomar um banho, conclui depois de perceber meu suor pelo corpo.Segundos, minutos, horas…nada da luz retornar.Em vão, o sonho ja me pertubava, o odor itensificava, tomar o banho frio é o meio.

Cada gota d’água me cortava, não sentia dor, apenas frio.Pensamentos me distanciavam daquela tortura.Ela seguiu meu conselho?, ela nunca faz o que eu peço, não vai me supreender, aparentemente tão liberta, única, porem no intimo tão dependente.Água caia, meu corpo ardia de calor, tentava ficar quente o bastante para pensar…Basta!, desliguei o chuveiro, me enxugava com uma toalha esmeralda, vinha um vento pela janela, mais quente que eu.

Enxugado, força volta, pela janela vi, cada pontinho na escuridão ganhando seu brilho, eu ligava e desligava o interruptor do banheiro, desacreditado, era verdade?.

Verdade voltou, meu momento de conformação, campainha, alguem bate na porta lentamente, pela itensidade que soca a porta, só pode ser ela.Quiçá não queira se suicidar sozinha?

Mera observação do escritor, gosto da idéia dela se matar, contudo é ela, ah se fosse outra, poderia simplesmente como imaginei no inicio, no outro dia de manhãzinha ele recebendo um convite para o funeral dela, mas saiu isto, não tenho culpa, foi preferivel vê-la frustada e desesperada ao te-la morta.

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