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Vermelho, Tango

10/09/2008

Seu vestido vermelho era destaque mesmo naquele escuro do bar, estava só num canto apenas esperando.Seu olhar me chamava, pela sua postura e preocupação inibida, sem dúvida ela acabara de se livras desses relacionamentos tão duradouros, o que ela deseja agora é diversão.

Levantei sem hesitar, detalhes dela agora ficavam evidentes, seus lábios faziam par com o vestido, aquele vermelho deixava os tão esbeltos.Ela esperava, quando aproximei suficiente, ela dava os últimos retoques em seu cabelo dourado, quando teve conciência disso, parou, apenas sorriu.

Ninguem dançava, os casais preferiam em suas mesas se olhando.Os músicos estavam tão desanimados, tocavam um tango mais lento, perfeito para o momento.

Peguei em sua mão gentilmente -Vamos dançar?- fiz um pequeno gesto em direção à pisa, ela aceitou sem perder tempo.É bem diferente do que estava preparado, conheço ela, à muito tempo atrás, muito.

Com a iluminação melhor, apreciei seus olhos azuis, eles estavam dilatados, emoções.Dançamos, ela dançava bem, estavamos flutuando nos passos rápidos e lentos.Ao teminar a música, como todo bom tango, finalizamos com um beijo ardente, aqueles lábios vermelhos, tinham um gosto familiar, tenho certeza de que à conheço, talvez de vidas passadas como os espiritas costumam falar.Toda aquela noite flutuamos, foi assim que comemoramos nosso reencontro.

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Foi na praia.

31/08/2008

*agradecimentos especiais à Natália, que revisou este texto com paciência, me ajudando a aprimorar minha literatura, muito obrigado mesmo =DDD .*

Estava em férias, nada demais, iamos para a praia, não me lembro muito bem como era a praia. Ela disse que era imensa, de ponta a ponta, água num lado e você no outro, infinito apenas.

Ela me olhava de um modo peculiar, eu devolvia. Durava segundos, minutos, a eternidade. Sentíamos algo um pelo outro, fato, mas inexplicável.

Queriamos ficar sós, todos estavam perto. Eu tinha que falar para ela o que as pessoas chamavam de “se declarar”, só não sabia como fazer. Foi muito longe do que realmente ocorreu, muito.

Nos deixaram, falamos para eles: “queremos ver o pôr do sol”. Concordaram sem hesitar. Previam o que aconteceria? Não sei. Apenas eu, ela e o imenso mar em frente, olhávamos mais. Timidamente peguei em sua mão branquinha, ela sorria, o vento agitava seu cabelo dourado que ela arrumava toda vez que ia em seu rosto, era lindo.

O sol nos deixava, fazendo tudo laranja. Meu braço pousava em seu ombro, afinal, sem o sol, tudo tendia a ficar gelado. Ela estava corada, eu, vermelho como nunca. Estômagos revirados, não, não era uma indigestão.

Seu cabelo foi outra vez em seu rosto, onde pousei a mão. Seus olhos brilhavam. Sua face vermelha estava limpa. Senti sua repiração ofegante e prazerosa.

Aproximei-me de sua bochecha, um beijo leve, seus dóceis braços me contornavam. Ela cheirava a rosas, pegou meus lábios, não tinha espinho algum, peguei os seus. Não sei quanto durou, já era noite.

Víamos o céu, brilhante e confortante. Passamos assim a olhar as estrelas, a água batia em nossos calcanhares, hora de ir. Queríamos que durasse para sempre, mas foi. No outro dia fomos embora ao amanhecer. O dia parecia outro, tudo diferente.