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Preces de um bêbado

24/10/2008

Vou cambaleando fitando nos bares, em procura  de algo ou alguém,qualquer estúpido que me conhece sabe que estou na realidade apenas à passar o tempo. As pessoas desses ambientes me atraem profundamente, uma delas que conheci foi Helena.

Nem em um bar tive o privilegio de conhece-la, alias esse seu nome Helena, a principio me soou familiar,   somente depois que se foi que recordei nos primórdios de minha memória: “Mulher de incomparável beleza, que roubou o coração do príncipe Páris, de Tróia e gerou o lendário conflito entre gregos e troianos”, talvez seja esse o efeito quando se toma, essa bebida em excesso, o tempo sempre esvai e dispersa ou desperta, depende da dose.

Bem a meu caminho não muito longe,um observador veria que estávamos dançando num ritmo macabro, só não tinha música, sim estávamos bêbados. Meu deus como ela ria, me pergunto se a “gordinha” (apelido carinhoso), tinha apenas bebido.

Tenta dar um passo mais ousado, cai sentada na copa de uma árvore, sua cabeça insiste em girar tentando ficar em pé. Quando me aproximo, ela bate risonha no local ao seu lado, ela é amiga de todos.

Com os olhos meio abertos, meio fechados, tenta me reconhecer. Ela segura o próprio cabelo, como se me instruísse:- “segura meu cabelo que vou vomitar”, antes dela terminar, seus medos, seus pecados, suas preocupações, seu ex-namoradinho saem pela boca.

Aliviada tenta se arrumar, limpo sua boca com um modesto lenço, ela agradece com um levantar de mão. Ela estava mal, tento conforta-la com um abraço, lágrimas caem. Sóbria o bastante para os sentimentos, terminamos por nos beijar, antes imaginei que o que tinha saído de sua boca daria algum transtorno, mas não sua boca estava cremosa, pelo que me lembro.

Acabamos deitados no chão, procurando no céu, algo escrito para justificar nosso encontro, lembrávamos amigos de infância, bem alem de amigos, só nos fomos apresentados ha algumas horas, contudo tenho certeza de ser algo destinado sabe, enfim, ela respondeu por mim:- “esperei sempre por você, agora nos encontramos – ela aponta para uma estrela no céu – essa será nossa estrela!” – ria como uma criança.Procurei no céu a estrela, concordei mesmo não achando a estrela, agora toda vez que olho o breu da noite, a estrela mais brilhante que encontro será sempre a nossa.

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Encontrei minha estrela

02/10/2008

Silêncio, silêncio.

Não durmi, a noite passou como um bater de asas porem demorado, o sol já toma minha janela, enigmamente uma cruz se projeta na minha parede graças ao sol, com olhos cerrados observo aquela sombra, o sol bate na grade em questão de ângulo temos minha cruz, que pena, imaginei que meu chamado foi ouvido, maldita ciência que nos eleva a meros mortais.

Poderia afirmar isto sem medo, contudo existem coisas alem que o céu e a terra, hoje antes de tentar dormir, vi eles.

Observava as estrelas na janela afora, costumo fazer isto antes de cair num sono, comum para mim.

Uma estrela me chamou a atenção, brilhava muito mais que suas irmãs, uma desconhecida, como poderia nunca tê-la percebido?

Fui laçado por ela por minutos, tentava a decifrar, ela se moveu para a esquerda ou direita não importa, corri para pegar uma câmera, quando volto nada da estrela.

Sou deus e movo estrelas, o mais egoísta dos seres, utilizo uma estrela apenas para projetar uma cruz na parede.

Uma de minhas estrelas esta perdida, minha mão não para de esfregar meus cabelo, estou preocupado com isto.Fui para a escuridão onde deveria estar minha querida, cai na sombra, encontrei nada lá, apenas eu.

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Quiçá não queira se suicidar sozinha?

28/09/2008

Colocava as mãos no peito, agoniava seus sentimentos mais profundos, não sinto o mesmo infelismente, ela não aceita, última tentativa “eu me mato”, se fosse para ela continuar neste desespero seria o melhor para ela, “faça isto”, retruquei seco, virei e dexei-a sozinha consigo mesma.

Andando na rua, perca de energia, eu cai, os postes já não iluminavam, as casas todas negras, apenas a lua tinha a luz da noite, quão egoista!, nenhum espaço para as estrelas.

As cegas cheguei em casa, debrucei-me no sofá, esperava a força voltar.Preciso tomar um banho, conclui depois de perceber meu suor pelo corpo.Segundos, minutos, horas…nada da luz retornar.Em vão, o sonho ja me pertubava, o odor itensificava, tomar o banho frio é o meio.

Cada gota d’água me cortava, não sentia dor, apenas frio.Pensamentos me distanciavam daquela tortura.Ela seguiu meu conselho?, ela nunca faz o que eu peço, não vai me supreender, aparentemente tão liberta, única, porem no intimo tão dependente.Água caia, meu corpo ardia de calor, tentava ficar quente o bastante para pensar…Basta!, desliguei o chuveiro, me enxugava com uma toalha esmeralda, vinha um vento pela janela, mais quente que eu.

Enxugado, força volta, pela janela vi, cada pontinho na escuridão ganhando seu brilho, eu ligava e desligava o interruptor do banheiro, desacreditado, era verdade?.

Verdade voltou, meu momento de conformação, campainha, alguem bate na porta lentamente, pela itensidade que soca a porta, só pode ser ela.Quiçá não queira se suicidar sozinha?

Mera observação do escritor, gosto da idéia dela se matar, contudo é ela, ah se fosse outra, poderia simplesmente como imaginei no inicio, no outro dia de manhãzinha ele recebendo um convite para o funeral dela, mas saiu isto, não tenho culpa, foi preferivel vê-la frustada e desesperada ao te-la morta.