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Gato gentil

10/03/2009

Depois de meses, e meses sem pisar por aqui, percebo o quanto perco em nada colocar aqui, principalmente que alguns permanecem entrando por aqui e temos que ter novidades afinal também me divirto postando aqui ;]

Vou começar com um conto que fiz nesse carnaval passado:

Começo a pensar, por onde passei, o que já pensei, no que acreditava o quanto mudei, coisas simples simplesmente mudam o rumo das coisas, é incrível.
Uma dessas coisas me ocorreu quando estava num ônibus, sossegadamente no meu assento, quando uma senhora acompanhada de uma criança senta ao meu lado, a menininha de cara fechada, evidente que algo a preocupa.
A vovó percebendo minha curiosidade, disse prontamente:
- Ela esta triste por que o gatinho dela fugiu de casa – a criança concordava com movimentos leves para cima para baixo com a cabeça.
Não esperava que isto fosse a causa da tristeza da menina, para melhorar a situação disse para a menininha:
-Olha – olhava nos olhinhos dela, que estavam repletos de lagrimas – talvez ele tenha apenas dado uma viagem.
A vovó completou:
-Visitado os pais gatos, afinal ele merece ver os pais que vivem na “terra dos gatos”!- a menina já abria um sorriso no rosto, para alegria da vó e amargura para mim, estávamos mentindo para ela.
-Sério?- os olhos dela brilham – ele não vai voltar, finalmente vai achar os pais gatos e seus irmãozinhos gatinhos…– começa a chorar e me abraça, com tanta força.
O ônibus balança mas ela não me larga, a vó fica envergonhada, tenta tirar a menina, não consegue, o meu ponto chega, o ônibus pára, não desço, deixo a garota chorar em meu ombro, imagino como será quando ela souber a verdade.

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Trago, observado

24/09/2008

O gato me observava exalar aquela fumaça cinza, procurava compreender a razão daquilo, poderia ficar o tempo que fosse, chegaria a nenhuma conclusão.

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Um gato

08/09/2008

Deveria estar sonhando ou simplesmente dormindo.Mudo de posição na cama, olho janela à fora, vejo nada, só aquela densa neblina, sei que mesmo com tudo aquilo as estrelas estão lá brilhando para nós.

Um gato mia, olho para meu quadro ainda com a tinta fresca, o gato ali pintado de plumagem carmesim e olhos claros, não era ele, ele estava só encarando o outro quadro intermidado.Outro miado, é meu celular, talvez seja ela, com uma certa expectativa atendo: era apenas engano.

Ligo o mp3, coloco calmamente os fones, música toca, suspirei por fim, uma das minhas favoritas, foi a última escrita por Mozart, nem sequer foi terminada, batizaram-na de: Requeim, calma nenhum funeral vai ocorrer aqui, porem ela tem um efeito tão profundo, deixa você num estado nostálgico de esperança, força, lembrança e vitória, os quatro juntos.

Esperança pode ser útil, mas vitória, acho que merece ser comemorada, pela resposta para eu ler mais tarde.Força talvez para continuar a escrever isto, a lembrança de tudo aquilo pode ir do trágico ao agradável ou somente o contrário.

A músic entra no seu último compasso, mudo o mais rápido possível, não gosto de ouvir esta música até o final, da a impressão de que acabou.

Próxima música, está sim, adagio for strings, uma versão remixada, como a outra da um sentimento de lembrança mais euforia.Com um modo peculiar une a despedida e o reencontro numa única música, gosto de ouvi-la até o final.Quando estava na metade não aguentei, joguei o mp3 para longe, peguei minha toalha e fui para o banheiro, preciso de algo maior para esconder meus soluços.

Apenas fui, lá talvez encontre ela, mataremos a saudade, riremos do passado e conversaremos francamente.