Posts com Tag ‘irmão’

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Colheita de girassóis

14/09/2008

Costumavamos sempre após à aula, ir para aquele córrego.

Na realidade era um esgoto, nos supreendiam o fato de peixes e flores continuarem vivas ali mesmo com todo aquele cheiro.

Eu e meu irmão, pegavamos girassóis que nascem nas redondesas daquele córrego.Afinal, mesmo com todo aquele cheiro de podridão, alguem tinha que matar aquelas plantas, era um simples favor.

Tentavamos fazer o mesmo com os peixes que restavam vivos, jogavamos pedras na água, porem nunca conseguiamos, infelismente.

Não sei qual dos motivos de arrancar aqueles girassóis, se era apenas para ver um sorriso no rosto da mamãe quando entregavamos à ela ou simplesmente um boa ação às florzinhas.

Num dia que chovia, os girasóis pareciam perdidos, procuravam o sol escondido atrás das blumas de final de tarde.

Meu irmão pegava seu girasol, a água batia sem se preocupar em suas costas a mesma era a reação dos peixes ao verem as goticulas baterem sobre eles.

Não podia ver aquilo.

Empurrei meu irmão naquele córrego imundo, os peixes pensavam algo do tipo:”o que fizemos para jogarem uma pedra tão grande?”, eu também não fazia idéia só não queria ve-los tão calmos.Meu irmão levantava a mão pedindo socorro, joguei uma pedra nele, quero ve-lo calmo como os peixes, ele cuspia aquela água cinza, os peixes não se importavam.

O girasol que meu irmão pegou estava na água, ele não podia morrer assim, fiquei na ponta do pé tentando alcançar aquele girasol, meu irmão se aproveitou da oportunidade e me derrubou, a água acizentada me invadia, sentia aquele gosto de gasolina me invadir, lembra um pouco coca-cola.

Na margem do rio meu irmão aparentava rir, eu não, os peixes riam, eu não, quando eles pararam de rir, eu sai da água, recolhi nossos girassóis, meu irmão estava imóvel.

Quando chegamos em casa, mamãe não sorria, ela queria saber por que meu irmão não falava, foi a partir desse dia que nunca mais fui recolher girassóis, nem sozinho.

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Criança prodígio

01/07/2008

Com um gesto de afirmação ele mandou que eu continuasse, seu braço abraçava minhas costas num modo amigável, era apenas aparência, seu olhar estava severo e ordenava que eu prosseguisse.

Levantei do sofá decidido, mas olhar aquele rosto infantil quase derrubei a tesoura em minhas mãos, não ele matou o irmão, e os pais!, ia avançando nele, ele tentava se remecher mas era em vão, estava bem amarrado no chão, alguem perguntou alguma vez a ele por que ele fez aquilo?Acredito que não, talvez queira falar antes da morte, com um gesto simples tirei a corda de sua boca, o homen sentado no sofá se supreendeu e levantou assustado.

O garoto amarrado fazia gestos em direção ao homen de preto, gritando que foi ele quem matou eles, a criança chorava em desespero, o homen pegou a tesoura de minha mão, ele queria acabar com aquela criança agora mesmo, impedi ele, resultou em boas clavadas de tesouras em seu crânio e uma roupa que antes era preta agora jaz vermelha.

A criança estava livre agora, mas em momento inoportuno, ela me fez desmaiar com alguma coisa de ferro, me pergunto por que me deixou viver depois de tudo…