Solidão em meu quarto.Não, tem alguém, aponto para o espelho.
Encaro aquele narigudo, ele me olha desconfiado, aproximo alguns passos, o narigudo insiste em acompanhar.
“Você não é nada!” -Gritou o imitador.A barba em seu rosto não cobre o vermelhado de raiva daquele plagiador.
Como aquelas brigas de crianças, “você é feio”, “não você é mais”.Eu retruco abalado: – “Você nunca será nada!”.
O mímico fajuto mantinha os olhos arregalados, numa tentativa frustrada de me intimidar, disse apenas: “Não posso querer ser nada”.
Ele ataca meu psicológico, mas vou resistir! “Eu tenho algo para você ser! – o fajuto abria a boca para uma reposta, contudo continuei – um rei, um rei dessa merda toda!”, o maldito abria os braços num modo circular, odeio sua arrogância.
Bocejou o narigudo, bocejou e não pois a imunda mão na boca. O suposto mímico, andava em minha direção, expressando em seu rosto nada, alem da determinação de acabar comigo.Quando o fajuto tinha face a face de mim, dei lhe um murro.O sangue saia de minha mão e ficava plano no rosto dele.Ele devolve um chute.Cai, com o espelho.
Aqui tudo no espelho é escuro, posso apenas ouvir os gritos liberdade daquele maldito mímico.Tenho que reivindicar minha posição de rei quando ele ousar olhar para um espelho, só me deixa inquieto uma coisa: quando fará isto?


