Posts com Tag ‘vermelho’

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Eu odeio alguém

17/10/2008

Solidão em meu quarto.Não, tem alguém, aponto para o espelho.


Encaro aquele narigudo, ele me olha desconfiado, aproximo alguns passos, o narigudo insiste em acompanhar.


“Você não é nada!” -Gritou o imitador.A barba em seu rosto não cobre o vermelhado de raiva daquele plagiador.


Como aquelas brigas de crianças, “você é feio”, “não você é mais”.Eu retruco abalado: – “Você nunca será nada!”.


O mímico fajuto mantinha os olhos arregalados, numa tentativa frustrada de me intimidar, disse apenas: “Não posso querer ser nada”.


Ele ataca meu psicológico, mas vou resistir! “Eu tenho algo para você ser! – o fajuto abria a boca para uma reposta, contudo continuei – um rei, um rei dessa merda toda!”, o maldito abria os braços num modo circular, odeio sua arrogância.


Bocejou o narigudo, bocejou e não pois a imunda mão na boca. O suposto mímico, andava em minha direção, expressando em seu rosto nada, alem da determinação de acabar comigo.Quando o fajuto tinha face a face de mim, dei lhe um murro.O sangue saia de minha mão e ficava plano no rosto dele.Ele devolve um chute.Cai, com o espelho.


Aqui tudo no espelho é escuro, posso apenas ouvir os gritos liberdade daquele maldito mímico.Tenho que reivindicar minha posição de rei quando ele ousar olhar para um espelho, só me deixa inquieto uma coisa: quando fará isto?

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Jesus sorridente

05/10/2008

A igreja tinha as portas abertas, não tive culpa.

Só se ouvia o ecoar no templo, cada passada de meus pés.Um imenso corredor separava os inúmeros assentos.Na realidade nunca fui batizado, com toda aquela cerimônia, considero meu batismo um momento quando pequeno…quando quase me afoguei no mar.

Observo as pinturas que dão ares divinos, cada qual com sua moral, me identifiquei com alguns pecados, uma parede era dedicado apenas aos pecados capitais, gula, luxuria, ganância, egoísmo…

Não tenho nada há que culpar eles, meus erros são encolhas minhas, a última coisa que quero é algo melancólico para representar minhas virtudes.De tudo que me desconforta, fica em frente ao altar.Sim, mister Jesus me deixa intrigado, dependurado naquela cruz, com as pálpebras cerradas e aquela expressão impassível.

Meus dentes abriram num sorriso, olhei em volta, nenhuma alma viva, puxei uma cadeira próxima, posicionei em frente a estatua, outra olhada desconfiada, vazio.Subi seguro na cadeira, retirei um canetão vermelho do bolso, agora a arte começa: Fiz com cuidado um sorriso aberto, agora ele esta apresentável.

Desci com cuidado, apreciei pela última vez minha obra de arte, atravessei o corredor cercado de cadeiras, Jesus sorria para mim. Uma pequena fonte situava próxima a saída, bebi um pouco daquela água e limpei minhas mãos ainda sujas de tinta, me sinto leve porem vazio.

Atravessei o umbral da entrada o padre vinha, me perguntou serenamente:- “gostaria de se confessar?”.Respondi desesperadamente: ”meus pecados se foram!”, o padre pareceu compreender, seguimos nossos caminhos, ele para a decepção e eu você sabe.

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Vermelho, Tango

10/09/2008

Seu vestido vermelho era destaque mesmo naquele escuro do bar, estava só num canto apenas esperando.Seu olhar me chamava, pela sua postura e preocupação inibida, sem dúvida ela acabara de se livras desses relacionamentos tão duradouros, o que ela deseja agora é diversão.

Levantei sem hesitar, detalhes dela agora ficavam evidentes, seus lábios faziam par com o vestido, aquele vermelho deixava os tão esbeltos.Ela esperava, quando aproximei suficiente, ela dava os últimos retoques em seu cabelo dourado, quando teve conciência disso, parou, apenas sorriu.

Ninguem dançava, os casais preferiam em suas mesas se olhando.Os músicos estavam tão desanimados, tocavam um tango mais lento, perfeito para o momento.

Peguei em sua mão gentilmente -Vamos dançar?- fiz um pequeno gesto em direção à pisa, ela aceitou sem perder tempo.É bem diferente do que estava preparado, conheço ela, à muito tempo atrás, muito.

Com a iluminação melhor, apreciei seus olhos azuis, eles estavam dilatados, emoções.Dançamos, ela dançava bem, estavamos flutuando nos passos rápidos e lentos.Ao teminar a música, como todo bom tango, finalizamos com um beijo ardente, aqueles lábios vermelhos, tinham um gosto familiar, tenho certeza de que à conheço, talvez de vidas passadas como os espiritas costumam falar.Toda aquela noite flutuamos, foi assim que comemoramos nosso reencontro.

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Criança prodígio

01/07/2008

Com um gesto de afirmação ele mandou que eu continuasse, seu braço abraçava minhas costas num modo amigável, era apenas aparência, seu olhar estava severo e ordenava que eu prosseguisse.

Levantei do sofá decidido, mas olhar aquele rosto infantil quase derrubei a tesoura em minhas mãos, não ele matou o irmão, e os pais!, ia avançando nele, ele tentava se remecher mas era em vão, estava bem amarrado no chão, alguem perguntou alguma vez a ele por que ele fez aquilo?Acredito que não, talvez queira falar antes da morte, com um gesto simples tirei a corda de sua boca, o homen sentado no sofá se supreendeu e levantou assustado.

O garoto amarrado fazia gestos em direção ao homen de preto, gritando que foi ele quem matou eles, a criança chorava em desespero, o homen pegou a tesoura de minha mão, ele queria acabar com aquela criança agora mesmo, impedi ele, resultou em boas clavadas de tesouras em seu crânio e uma roupa que antes era preta agora jaz vermelha.

A criança estava livre agora, mas em momento inoportuno, ela me fez desmaiar com alguma coisa de ferro, me pergunto por que me deixou viver depois de tudo…